27 fevereiro, 2011

Difícil de lembrar, mas impossível de esquecer

(inventado)
« Hoje acordei sem ti, mais um dia. Quando me consigo abstrair é quando me faço acreditar que tu foste e que já não voltas, acredito que já não fazes parte de mim e nestes dias fico bem, mas é quando chegam aqueles dias em que a saudade aperta que noto que me tento enganar, provavelmente já não estás tão em mim, já não penso em ti como pensava, não preciso de ti mas tenho saudades tuas. Não estás tão ultrapassado como eu faço parecer, como eu tento acreditar. Gostava de quando me fazias sentir que este momento não iria chegar, fazias com que tudo parecesse possível e foi durante um tempo de facto, mas já não te sentia comigo, eu já não fazia parte de ti. E sim, ainda tenho medo, é ridículo ter receio de te perder quando já não te tenho e querer recordar todos os momentos bons para não ser tão difícil, para não haver tanta mágoa mas o coração não deixa, ele perdoa mas não esquece e ainda assim mesmo sem te ter continuo a dizer que a nossa história com o passar do tempo vai tornar-se difícil de lembrar, mas impossível de esquecer (...) »

25 fevereiro, 2011

Hoje é daqueles dias em que não tenho inspiração mas que preciso de escrever, não só porque já não o faço à alguns dias como também por me sentir aborrecida. Não é que esteja mal porque não estou, mas parece que as novidades se estão a esgotar e eu sinto-me como um comboio em dia de greve, totalmente suprimido. Preciso de agitação, e as novidades que tive até agora não foram assim tão marcantes, não me movem e isso chateia-me, tira-me a paz interior que consegui reaver ao fim deste tempo todo. Sim, parece que quando nos desapegamos das coisas e das pessoas, volta tudo ou pelo menos quase tudo a cruzar-se no nosso caminho, tu voltaste, ou melhor, acho que nunca sais-te do meu caminho e agora sem importância parece que até te aceito. Isto serve para amores e amizades, aquela mais importante, que eu achei que estava perdida, aquela onde eu errei, uma simples noite para outros mas importante para mim trouxe-me de volta tudo o que tinha-mos e mais uma vez sinto que não está a ser importante, que não me está a mover. Sinto-me irrequieta e cansada de estar no mesmo sitio, nas mesmas situações e pior, sinto-me com vontade de fazer tanto sem no fundo poder fazer nada.




P.S. Desculpem não andar a cumprir o desafio das cartas, mas
 não tenho tido inspiração para escreve-las.

20 fevereiro, 2011

Eles eram os melhores amigos, quando estavam juntos tinham atitudes que nem sempre o mostrava mas o que os unia era algo que ela dizia ser ridículo e ele sorria sempre que ela o dizia. Zangaram-se, todas as amizades têm as suas falhas, sendo ela a cometer o erro explicou, insistiu sem nunca desistir mas ele não quis ceder e ainda assim ela esperou. Respeitou tempos como já o tinha habituado a fazer, esperou dias sem nunca receber uma única iniciativa dele e resolveu acabar com o apego que tinha por ele, começou a perder a esperança de ter o seu melhor de volta, até que ele cedeu. Ele mandou-lhe a mensagem que ela esperava à tantos dias, afinal todas as horas que ela ficou a pensar, as vezes que tentou explicar-lhe tudo o que se passava não foram em vão. Ele tinha a perfeita noção do que significava para ela, sabia que era o seu melhor. Bastou um convite dele, bastou uma noite para ela lhe provar que tudo o que eles tinham construído juntos, todas as horas passadas em conjunto, cada troca de mensagens, todos os abraços não tinham sido em vão. Ela queria provar-lhe que nada estava perdido, então nessa noite o grupo presente na casa onde iriam fazer a despedida de um dos elementos, quis fazer jogos, jogos esses que de certo não iriam acabar bem. Depois de de todas essas brincadeiras e de algumas cedências de ambas as partes, ela já não estava nas melhores condições e sendo um jogo com regras que tinham de ser cumpridas, o seu estado avançado teria de aguentar com mais um copo, as típicas misturas que os jovens gostam de fazer, e nessa altura ele disse:
- Se sou o teu melhor amigo vais conseguir beber isso.
Ela sem saber como, derrubou aquele copo num abrir e fechar de olhos. Os olhos dele brilharam, ele agarrou-se a ela como já não fazia à muito, sorriu e disse:
- ADORO-TE!
Ele não a largou o resto da noite, dormiu a seu lado e antes de a deixar adormecer deu-lhe um beijo na testa e ela disse-lhe:
- Obrigada melhor amigo.