É aquele calor que me transmite energia, por vezes deixa-me esgotada, nessa altura faço de tudo: corro, grito, nado, danço até não conseguir mais, passo noites simplesmente a observar o céu, sim há sempre uma voz irritante que me estraga toda a paz mas que me alegra, e quando fica tarde ainda como uns cerais no terraço. Sou esquisita, nem tudo me agrada e isso é coisa que me irrita, e não, não sou nervosa! Irrito-me e pronto. Gosto de me levantar cedo para ir para a praia, não muito cedo… Gosto de ver o movimento que existe de manhã, gosto de sair de casa com os olhos ainda meio fechados do sono, gosto de ver os meus olhos a ficarem claros com a luz do sol no espelho do carro, gosto de ter os phones nos ouvidos com a música no máximo, aqueles minutos são meus e apenas meus. Adoro chegar à praia e não ver ninguém, sei que posso aproveitar para encontrar um cantinho para mim e fazer as barracadas que quiser. Só olho para o telemóvel a partir das 12h, a manhã é minha, faço uma espécie de cesta matinal se é que isso existe. Não gosto nada de acordar com o meu primo a mandar-me água pra cima, ele passa horas dentro de água -.- Depois do primeiro mergulho gosto sempre de enviar uma mensagem bonita que nem sempre me sai bem à minha menina, aquela que está sempre lá, à minha melhor! Entre as mensagens dela, surgiam sempre as parvas que eu gostava, admito. Aquelas que nem sempre tinham nexo, era conversa simples e por estranho que pareça não era cansativa, e eu canso-me muito rápido (…) Admiro as pessoas que tal como eu ficam na praia até ao final do dia, a ver o sol desaparecer, a observar as cores fascinantes que um simples fim de dia nos proporciona. Chego a casa e só vejo o duche à frente, parece que bem antes de chegar já tenho uma lista idealizada de tarefas que tenho de cumprir, dá-me uma fome que mais parece que não como à 10-15 dias! Normalmente sou a primeira a despachar-me, não gosto de esperar e aproveito para dar uso à típica expressão “estou só a descansar a vista”, fica sempre bem. Mesmo com tanta agitação, consigo ter uma paz enorme. Durante este tempo crio uma rotina da qual eu era capaz de apostar que me conseguia habituar, e volto a repetir tudo o que aqui escrevi inicialmente, é que gosto tanto… Mas gosto mesmo!
10 novembro, 2010
Meu Verão
É aquele calor que me transmite energia, por vezes deixa-me esgotada, nessa altura faço de tudo: corro, grito, nado, danço até não conseguir mais, passo noites simplesmente a observar o céu, sim há sempre uma voz irritante que me estraga toda a paz mas que me alegra, e quando fica tarde ainda como uns cerais no terraço. Sou esquisita, nem tudo me agrada e isso é coisa que me irrita, e não, não sou nervosa! Irrito-me e pronto. Gosto de me levantar cedo para ir para a praia, não muito cedo… Gosto de ver o movimento que existe de manhã, gosto de sair de casa com os olhos ainda meio fechados do sono, gosto de ver os meus olhos a ficarem claros com a luz do sol no espelho do carro, gosto de ter os phones nos ouvidos com a música no máximo, aqueles minutos são meus e apenas meus. Adoro chegar à praia e não ver ninguém, sei que posso aproveitar para encontrar um cantinho para mim e fazer as barracadas que quiser. Só olho para o telemóvel a partir das 12h, a manhã é minha, faço uma espécie de cesta matinal se é que isso existe. Não gosto nada de acordar com o meu primo a mandar-me água pra cima, ele passa horas dentro de água -.- Depois do primeiro mergulho gosto sempre de enviar uma mensagem bonita que nem sempre me sai bem à minha menina, aquela que está sempre lá, à minha melhor! Entre as mensagens dela, surgiam sempre as parvas que eu gostava, admito. Aquelas que nem sempre tinham nexo, era conversa simples e por estranho que pareça não era cansativa, e eu canso-me muito rápido (…) Admiro as pessoas que tal como eu ficam na praia até ao final do dia, a ver o sol desaparecer, a observar as cores fascinantes que um simples fim de dia nos proporciona. Chego a casa e só vejo o duche à frente, parece que bem antes de chegar já tenho uma lista idealizada de tarefas que tenho de cumprir, dá-me uma fome que mais parece que não como à 10-15 dias! Normalmente sou a primeira a despachar-me, não gosto de esperar e aproveito para dar uso à típica expressão “estou só a descansar a vista”, fica sempre bem. Mesmo com tanta agitação, consigo ter uma paz enorme. Durante este tempo crio uma rotina da qual eu era capaz de apostar que me conseguia habituar, e volto a repetir tudo o que aqui escrevi inicialmente, é que gosto tanto… Mas gosto mesmo!
08 novembro, 2010
É mesmo assim.
Irrequieta e ao mesmo tempo calma, amante de uma boa gargalhada, nem sempre paciente mas o que é que posso fazer? Nasceu comigo! É estranho olhar e ver-me reflectida em ti, tudo o que faço é o reflexo das minhas vontades, mas talvez eu seja mais exigente. Não me sinto presa mas sim livre demais, é difícil de explicar mas melhor também não sei dizer. Não abdico de uma boa noite com os que mais me divertem e mesmo sem ter os que mais quero ao pé de mim, é como se lá estivessem. Quando te vejo, no teu espaço com todo o teu “eu” percebo que a diferença não é muita na maneira de levar a vida, mas a aprendizagem definitivamente não é feita da mesma maneira!
06 agosto, 2010
Eu, sou eu!
Eu sou a profunda incerteza, sou grande e pequena, sou intensa. Sou Primavera inconstante e Verão ardente, como as saudades do que passa e marca, quase sem sentir. Sou mais doce que salgada, sou dos chocolates, do sorvete napolitano e das balas sortidas, que surpreendem o paladar. Sou a insegurança que consome os meus actos. Sou a gargalhada histérica que fere o ouvido e simultaneamente o pranto silencioso; o sofrer calado daqueles que espalham atestados de felicidade. Sou a busca constante, sou o "mais" ambicioso, sou dos livros, sou do estudo, sou da música, sou da vaidade. Sou orgulhosa, sou o julgamento precoce, sou medrosa... Sou do dia e da noite, sou das festas, sou da dança, sou da embriaguez pela alegria que me consome. Sou da praia e da piscina, sou do frio e do calor, sou da lua. Sou crítica, sou insatisfeita, sou a opinião forte, a persuasão e a literatura. Sou a luta, a intransigência, o caminho que tracei, o nome que fiz, o que pensei e divulguei. Sou as vitórias que obtive, sou as cidades que conheci. Sou justa e sincera até na mentira. Sou a memória da infância, a boneca com que brinquei, a tartaruga que criei, os pássaros que amei, os amigos que tive e até os que inventei. Sou a educação que obtive, sou da família. Sou de amar. Sou roxo e lilás, mas as unhas, vermelhas. Sou dos olhos cor de mel, do cabelo preto, bem preto e comprido, bem comprido. Sou dos sonhos, da ilusão, sou do príncipe encantado. Geralmente sou a Bela, mas de TPM, não tarda, viro Fera. Sou autêntica, sou além do que tu pensas ou esperas. Sou a imagem que fazem de mim, como posso não ser, basta acordar e querer mudar. Sou o que quero e gosto muito disso.
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