14 março, 2013

 De alguma maneira me tento explicar a cada dia que passa, sinto cada passo teu enquanto te diriges a mim, é acompanhado por suaves brisas, no fundo dolorosas pela demora da tua chegada. Encaminho o meu coração, levado na mão, para que o possas ligar ao teu, guardando-o cuidadosamente para que nada o possa ferir. Palavras de centopeia voam sobre o meu ouvido, agarrando a minha mente e cada pedaço do meu medo de criança, acarinham-me a face acalmando a minha ansiedade. Rimas soltas diariamente ditas na minha cabeça, sem medo de má interpretação, logicamente pensadas e escritas na memória que me acompanha por toda a vida. Lembro-me de cada gosto teu, cada perda, cada passo, sei-te de cor! Prendendo cada pingo de orgulho, guardo-te em mim eternamente e entrego-te todo o meu amor, se assim o quiseres.